As ondas quebram devagar sobre a orla da lendária avenida Atlântica, em Balneário Camboriú. É ao som constante do mar — e, hoje, ao zumbido distante das gruas que perfuram o horizonte de vidro e aço — que se desenha a investida mais ambiciosa de Luciano Hang. Não se trata apenas de adquirir uma mansão. Trata-se de conquistar um espaço simbólico, único, quase solitário na paisagem urbana onde as torres luxuosas dominam o céu.
Um pedaço do litoral — agora exclusivo
Ele pagou R$ 140 milhões por uma residência unifamiliar que se tornou “a última casa à beira-mar” disponível nessa faixa da Atlântica. Esse trecho, onde o metro quadrado já é considerado dos mais caros do país, agora ostenta a marca de Hang como dono exclusivo de uma casa que emerge entre arranha-céus.
O que era casa virou palco de projeto maior. E o que era aquisição privada virou indício de algo público, visível, audacioso.
Mais do que morada: um tabuleiro de jogo
¿Por que essa casa?
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É localização, visibilidade, raridade: um terreno que não se repete no mercado.
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É plataforma de projeto: Hang já manifestou vínculos com o empreendimento Senna Tower, um dos mais grandiosos em Balneário Camboriú, com plano para ultrapassar os 500 metros de altura.
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É identidade e legado: transformar um ícone da orla em símbolo de alto padrão, com a marca pessoal, a visão de mercado, quase uma assinatura em forma de concreto.
O contraste e o rito
À direita, a mansão: recatada, única, de pé num terreno que outrora poderia ter sido ocupado por múltiplas unidades. À esquerda e atrás, as torres — cada vez mais altas, cada vez mais repetidas, cada vez mais luxo vertical. A mansão de Hang interrompe a linha de edifícios e fixa o olhar do mar para o terreno como quem observa um trono recém-erguido.
Ele não está apenas comprando quatro paredes e um endereço. Está comprando notoriedade, exclusividade, privilégio de quem controla o último lote desse calibre. É uma jogada de mestre — ou de magnata — onde a casa vira símbolo da própria ascensão imobiliária e do estado de dinheiro que se move por trás de vitrines de vidro.
Reflexões para a paisagem humana
Na penumbra da tarde, com o sol refletindo no metal das torres, a mansão se destaca. Quem anda pela praia talvez nem perceba o nome por trás — mas vai sentir que algo mudou: um novo jogador assumiu o tabuleiro da orla.
E para os moradores, para o comerciante da loja ao lado, para o turista que passeia sobre a areia, a presença de Hang e seu investimento traz perguntas: O que virá? Um empreendimento ainda mais audacioso? Um edifício com sua marca? Ou simplesmente a aguardada valorização de um ativo raro?
A casa como prelúdio
Num estado em que o turismo e o mercado imobiliário caminham de mãos dadas, a decisão de Hang pode ser vista como prelúdio. A casa de 140 milhões é o primeiro ato; o segundo pode ser erguido em concreto.
Quando os elevadores do Senna Tower subirem, quando as luzes da fachada acenderem no topo, essa mansão será lembrada como ponto de partida — o solo onde tudo começou. Até lá, ela permanece firme, entre o mar e os espelhos das torres, aguardando o próximo capítulo da narrativa.


