O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, afirmou que o Estado irá reforçar o efetivo de policiais penais com o objetivo de ampliar a capacidade do sistema penitenciário. A medida, segundo o governo, busca aumentar a segurança, melhorar a gestão interna das unidades e dar suporte ao crescimento da população carcerária.
O anúncio ocorre em um contexto nacional de debates sobre segurança pública, superlotação e ressocialização. Santa Catarina tradicionalmente apresenta indicadores de gestão prisional acima da média brasileira, mas especialistas alertam que a expansão da estrutura física e operacional precisa vir acompanhada de políticas de prevenção, educação e reintegração social.
Com o reforço de policiais penais, o governo pretende fortalecer o controle interno das unidades, aumentar o número de vagas e aprimorar os protocolos de segurança. No entanto, a discussão sobre o equilíbrio entre investimento em repressão e investimento em políticas sociais segue no centro do debate sobre o futuro do sistema penal catarinense.
Resta observar se o aumento de efetivo virá acompanhado de novas estratégias de ressocialização, capacitação profissional e redução da reincidência — pontos considerados essenciais por estudiosos para que a expansão não resulte apenas em mais encarceramento, mas em maior eficiência do sistema como um todo.


