O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que acredita que vai se reunir com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante sua escala na Malásia, a caminho de Kuala Lumpur. Ele declarou à imprensa a bordo do avião presidencial que, sob “as circunstâncias certas”, estaria disposto a reduzir a tarifa de 50% imposta sobre produtos brasileiros.
A tarifa de 50% aplicada pelos EUA a diversos produtos do Brasil está em vigor desde agosto, após Trump justificar a medida por conta do julgamento do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e alegadas práticas comerciais desleais.
Contexto
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Os dois líderes já mantiveram contatos recentes: uma breve conversa nas Nações Unidas e uma chamada telefônica de cerca de 30 minutos, que trouxeram sinalizações de reaproximação.
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A reunião em potencial ocorreria na cúpula da Association of Southeast Asian Nations (ASEAN), em Kuala Lumpur, onde ambos os chefes de Estado estarão presentes.
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Para o Brasil, a tarifa elevada afeta fortemente segmentos exportadores como café e carne, e o governo de Lula já afirmou que considera a medida “um erro” e está preparado para defender os interesses nacionais.
Possíveis desdobramentos
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Se o encontro se confirmar e as negociações avançarem, pode haver uma redução da tarifa de 50% — ou pelo menos um compromisso formal de avaliação.
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Por outro lado, a condição “sob as circunstâncias certas” destacada por Trump indica que a abertura depende de concessões ou garantias que beneficiem os Estados Unidos.
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Para o Brasil, o momento é estratégico: além de visibilidade internacional, trata-se de recuperar espaço comercial e evitar retaliações mais amplas ou persistentes.
Impacto no Brasil e em Santa Catarina
Para o Brasil como um todo, e também para estados exportadores como Santa Catarina, onde produtos agroindustriais e de forte presença no mercado externo predominam, a evolução desse tema é crucial. Uma redução tarifária pode abrir janelas de oportunidade para ampliação de exportações, investimentos e retomada de cadeias produtivas afetadas.
Por outro lado, a manutenção da tarifa pesada tipifica um cenário de disputa comercial e pressão sobre os exportadores brasileiros.


